Principais sintomas da menopausa

Dor de cabeça

Não é a menopausa em si que se revela uma fase traumatizante na vida da mulher, mas sim os inúmeros efeitos secundários que desencadeia, com maior ou menor intensidade e que, juntamente com o processo natural de envelhecimento, produzem alterações significativas no corpo, mente e alma feminina.  

Menstruação irregular ou cessação completa da menstruação: entre a perimenopausa e a pós-menopausa o ciclo menstrual irá variar muito em termos de fluxo, duração e regularidade. No entanto, é preciso estar especialmente atenta e consultar o seu médico se tiver uma hemorragia muito forte e/ou acompanhada de coágulos; se o período estender-se por mais 2 ou 3 dias do que o habitual ou durar mais de uma semana; se tiver períodos mais frequentes (com menos de 21 dias entre cada um); se experimentar hemorragias entre os períodos ou sangramento depois de uma relação sexual.

Afrontamentos: 75% das mulheres menopáusicas sofrem com os afrontamentos/suores tão característicos da menopausa e que podem ser explicados como uma sensação ardente ou uma onda de calor que se estende da cintura até ao rosto (onde se sente um rubor intenso), seguida de suores profusos, sendo estes mais frequentes à noite (a chamada sudação nocturna). A frequência deste género de episódio varia de mulher para mulher, ou seja, há quem sinta um afrontamento por semana e há quem experimente 40 afrontamentos no mesmo dia. Apesar de este ser um sintoma que possa durar aproximadamente 5 anos, com o passar do tempo vão sendo menos frequentes e menos intensos.

Perturbações da bexiga: a incontinência urinária, a micção frequente, nocturna e/ou dolorosa são efeitos secundários da menopausa – a diminuição do estrogénio provoca o estreitamento das paredes da uretra e o descer da bexiga – mas também do envelhecimento natural da zona pélvica.

Alterações na pele: mais uma vez, os níveis baixos de estrogénio manifestam-se, desta vez na pele, e de várias maneiras – diminuição da elasticidade e firmeza da pele e consequente aumento das rugas; pele seca (as glândulas sebáceas deixam de produzir tanta oleosidade); irritações dermatológicas (prurido, acne, derrames capilares, dificuldade de cicatrização e formigueiro).

Alterações no cabelo: o desequilíbrio hormonal tanto pode provocar o enfraquecimento e a queda de cabelo, como o seu excesso, principalmente na zona do queixo, buço e maçãs do rosto.

Alterações nas unhas: a menopausa pode ainda alterar o aspecto das unhas, tornando-as mais secas, duras e espessas, assim como apresentar variações de cor.

Alteração da saúde oral: boca seca, alteração do paladar, sensibilidade ao quente e frio, gengivas inchadas, sensíveis ou com sangramento; instabilidade ou perda de dentes; alteração da dentada e mau hálito são todos sintomas ligados à menopausa, que deve comunicar, não só ao seu dentista, mas também ao seu médico.  

Seios sensíveis e inchados: o desconforto sentido nos seios tende a registar-se com maior frequência na fase da perimenopausa, diminuindo ou desaparecendo por completo na fase da menopausa propriamente dita. As mulheres com seios volumosos são as mais afectadas, sendo que as dores podem ainda atingir as axilas, o pescoço, os ombros e as costas.

Secura e prurido vaginais: um sintoma que afecta 50% das mulheres menopáusicas, deve-se ao facto das paredes da vagina se tornarem mais secas e finas, perdendo ainda a sua elasticidade. Para além disso, também a lubrificação vaginal é afectada e tudo isto, em conjunto, contribui para a diminuição da libido e das reacções sexuais, o que, por sua vez, pode dificultar e até provocar dores nas relações sexuais.

Alterações nos ossos, músculos e articulações: durante a menopausa verifica-se uma perda anual de cerca de 4% da massa óssea, sendo por isso mesmo que a osteoporose é uma das principais consequências da menopausa. Relativamente aos músculos, há uma perda progressiva da coordenação e força muscular, o que provoca cansaço e dores várias. As articulações também são afectadas, na medida em que se verifica a perda de mobilidade e rigidez.

Retenção de líquidos: a acumulação de fluidos corporais pode resultar no aumento de peso, no inchaço dos pés, tornozelos e rosto, bem como na elevação da pressão arterial.

Insónias: um dos sintomas mais comuns da menopausa, as insónias são o resultado da alteração hormonal que o organismo vive. Pode verificar alterações do sono ou então o agravamento das próprias insónias, se já antes sofria desta patologia.  

Cansaço generalizado: talvez um efeito directo das insónias, mas não só, as mulheres menopáusicas podem viver num estado de fadiga constante; e isto porque a produção da hormona androgénio (a responsável pelos nossos níveis de energia e de bem-estar geral) começa a diminuir.

Dores de cabeça: a flutuação dos níveis hormonais também provoca dores de cabeça e enxaquecas e, se sempre sofreu das mesmas durante a menstruação, o mais certo é que continue a sofrer durante a menopausa, podendo a dor ser ainda mais intensa. Se vive uma menopausa induzida cirurgicamente, a probabilidade de sofrer de enxaquecas aumenta exponencialmente, assim como o nível de dor e de duração.  

Dificuldade de concentração e perda de memória: apesar de não ser uma consequência directa da menopausa, estes problemas surgem devido ao conjunto de situações que a mulher menopáusica vive: alterações hormonais, envelhecimento natural, tensão física (afrontamentos, suores nocturnos, insónia, fadiga…), stress emocional e psíquico.

Alterações de humor: os desequilíbrios hormonais que se verificam no organismo e os seus efeitos colaterais, juntamente com o factor psicológico e emocional de enfrentar a menopausa, podem originar estados de depressão, ansiedade, desmotivação e irritabilidade. As alterações de humor são mais frequentes durante a fase da perimenopausa, melhorando significativamente uma vez ultrapassada.

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