Plano de combate aos ataques de pânico na menopausa

Um ataque de pânico é um evento inesperado que provoca uma sensação intensa de medo, sem razão aparente, produzindo fortes reações físicas. As pessoas acometidas relatam a sensação desagradável de morte iminente, como se o coração estivesse prestes a parar, surgindo muitas vezes a dúvida de estarem a sofrer um ataque cardíaco. Um sintoma frequente da menopausa, as alterações hormonais são apontadas como as culpadas pelo desencadeamento destas situações, por vezes, aterradoras.

Os ataques de pânico e a menopausa

Diversos estudos demonstram que os ataques de pânico ocorrem duas vezes mais com as mulheres do que com os homens, o que leva a crer que este problema está diretamente relacionado com os desequilíbrios hormonais que ocorrem durante a gravidez, a menstruação e, principalmente, durante a menopausa. São, de facto, muitas as mulheres em fase menopáusica ou pré-menopáusica que referem experienciar a agonizante sensação de um ataque de pânico. Se se reconhece neste grupo, perceba melhor o problema e as melhores formas de o combater.

Será mesmo um ataque de pânico?

Normalmente, os ataques de pânico incluem sintomas diversos como suores intensos, batimentos cardíacos acelerados, tremores, falta de ar, cãibra abdominal, dor no peito e na cabeça e vertigens, entre outros. Durante a crise, podem apresentar-se apenas alguns ou vários destes sintomas, atingindo o pico aos 10 minutos e podendo durar até meia hora ou mais (como um dia inteiro, por vezes). Depois de o ataque passar, instala-se normalmente uma sensação de cansaço extremo, tal como o receio de voltar a passar por outra situação idêntica. No caso destes sintomas se repetirem, recomenda-se a marcação de uma consulta, de modo a que um médico possa fazer o diagnóstico exato da patologia e medicar devidamente a paciente, de forma a extinguir ou minimizar os ataques de pânico.

Tratamento hormonal

Não existe um tratamento específico para os ataques de pânico, sobretudo quando eles se enquadram no quadro geral da menopausa – o que implica o tratamento dos sintomas gerais desta nova fase da vida da mulher. A reposição hormonal (TRH) tornou-se uma espécie de panaceia, acreditando-se que, para além de controlar os sintomas da menopausa, poderá prevenir doenças cardiovasculares, neoplasias e até mesmo prolongar a juventude. Esta ideia foi por muito tempo sustentada pela comunidade médica internacional, até que o Instituto Americano de Saúde iniciou pesquisas específicas e provou que o TRH não diminuía efetivamente os riscos cardiovasculares.

Polémicas à parte, o tratamento através de reposição hormonal deve ser estudado caso a caso, e cada mulher deve ter conhecimento das vantagens e desvantagens inerentes ao processo. Está provado que a reposição hormonal reduz os riscos de osteoporose, que melhora sinais depressivos, diminui os ataques de pânico e favorece, consequentemente, a qualidade de vida da mulher.

Tratamento alimentar

A ingestão de certos alimentos e a restrição de outros está intimamente ligada à maior ou menor incidência dos sintomas da menopausa, onde também se enquadram os ataques de pânico. É sabido que, para controlar com eficácia as consequências desagradáveis (e tantas vezes nefastas) da menopausa, se deve:

  • aumentar o consumo de água
  • evitar café, bebidas alcoólicas e refrigerantes
  • aumentar o consumo de antioxidantes (como a Vitamina C, a Vitamina E, o zinco, o selénio e o manganês)
  • evitar o excesso de sal e a ingestão de alimentos enlatados
  • abolir o álcool e o tabaco

O tratamento por via alimentar envolve habitualmente o consumo de soja, que se revela ideal para controlar os ataques de pânico, já que, sendo rico em isoflavonas, repõe as hormonas ausentes por causa da menopausa. Além disso, os alimentos diuréticos (como a alface, o abacaxi e o pepino, entre outros) também ajudam a aliviar os sintomas.

Tratamentos alternativos

Existem ainda diversos tratamentos alternativos, muitos deles de comprovada eficácia, tais como a aromaterapia, a acupuntura, a homeopatia, a fitoterapia e a reflexologia – que são frequentemente requisitados para tratar e contornar os sintomas da menopausa. A mulher poderá combinar tratamentos que não sejam conflituosos entre si (como o alimentar e o alternativo), obtendo assim um melhor resultado no combate aos muitos e diversificados sintomas da menopausa.

Embora a menopausa seja comum a todas as mulheres, sobretudo a partir dos 45 anos, é normal uma certa tendência para encarar esta fase da vida com apreensão, medo e depressão. O mais importante é garantir que a mulher se informe devidamente sobre o assunto e que aceite algumas das mudanças, que são inevitáveis – até porque está provado que, quanto mais positiva e otimista for a visão da mulher, menos sintomáticas serão as consequências da menopausa.

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