Como lidar com os calores na menopausa

Mulher com mao na cabeça

Calores, fogachos ou afrontamentos, as ondas de calor que cerca de ¾ das mulheres sentem no período pré ou pós-menopausa são bastante incomodativos e podem afetar muito negativamente a qualidade de vida. Saiba como lidar com os calores na menopausa e aprecie ao máximo esta nova fase da sua vida.

A alimentação pode ajudar

A alimentação pode constituir um importante auxiliar no combate aos calores da menopausa. Optar por alimentos ricos em fitohormónios, e que atenuam por isso a variação hormonal é uma excelente ideia. Entre esses alimentos incluem-se a soja e os seus derivados (tofu, entre outros), o inhame, as sementes de linhaça, e os frutos cítricos (laranjas, limões e tangerinas).
Leite meio-gordo ou magro, queijo branco, ricota, peixes, carne de aves sem pele, carnes magras, frutas e muita fibra devem fazer parte do cardápio das mulheres na pré, e pós-menopausa.
Ingerir bebidas refrescantes, principalmente água à temperatura ambiente pode aliviar de forma rápida o desconforto provocado pelas ondas de calor da menopausa.
Algumas mulheres afirmam terem sentido melhorias nos seus afrontamentos após terem incluído nas suas rotinas diárias a ingestão de uma xícara de chá de ruibarbo, planta medicinal que contém fitohormónios.

...mas também pode agravar os sintomas

Da mesma forma que uma alimentação correta pode ajudar a evitar os sintomas dos afrontamentos, uma alimentação errada pode agravar a intensidade desses mesmos sintomas.
Por isso há que evitar fazer refeições muito pesadas, diminuir ou terminar com a ingestão de alimentos açucarados, muito gordurosos, salgados, ácidos (tomate e pickles), produtos laticínios gordos, e alimentos condimentados em demasia.
As bebidas alcoólicas, e as que contém cafeína, bem como as bebidas servidas muito quentes também são para pôr de lado.
Não ceder à tentação de comer maior quantidade de alimentos é fundamental, pois nestas idades o apetite aumenta devido à alteração de produção de testosterona. Comer demais implica sempre aumento de peso, e esse é um dos fatores agravantes dos afrontamentos.

Fugir das mudanças drásticas de temperatura

Muitas mulheres acreditam que se conseguirem um intenso arrefecimento da temperatura corporal, ou do ambiente em redor, sentirão alívio nos calores da menopausa, mas isso é totalmente errado.
Na verdade, a mudança para temperaturas mais frias irá provocará uma subida da temperatura corporal, potenciando assim o desconforto experimentado pelos afrontamentos.
Por serem contraproducentes nestes casos, estão desaconselhados os banhos frios e as bebidas geladas.
Também passar de um ambiente frio, para outro mais quente pode fazer oscilar a temperatura do corpo e agravar os calores, pelo que se estiver numa sala com ar condicionado tente não sair diretamente para o calor da rua.

Refrescar-se

Embora não se deva provocar um arrefecimento intensivo do corpo, podem e devem refrescar-se as zonas mais afetadas pelas ondas de calor, e que são normalmente o rosto, a parte de trás do pescoço, o tórax, os pulsos e a testa.
Molhar, ou borrifar estas zonas com água fresca ajuda a estabilizar a temperatura do corpo, e diminui a transpiração e a vermelhidão características deste tipo de calores.

TRH (Terapia de reposição hormonal)

Esta forma de terapia é aconselhada por muitos ginecologistas, e deve ser posta em ação assim que os sintomas da menopausa começam a surgir. A TRH combate eficazmente os afrontamentos, e proporciona uma muito melhor qualidade de vida às mulheres.
No entanto esta terapia pode aumentar o risco de algumas doenças graves. Pesquisas parecem apontar para o facto de 8 em cada 10.000 mulheres tratadas através da TRH terem desenvolvido cancro de mama após 5 anos de terapia hormonal.
A TRH quando posta em prática deve ser com caráter de tratamento individualizado, e sempre nas doses mínimas possíveis, suficientes apenas para diminuírem os sintomas da menopausa.

Terapias Alternativas

Estas terapias ganham cada vez mais adeptas entre as mulheres na idade da menopausa que sofrem dos sintomas desagradáveis dos afrontamentos. No campo da medicina alternativa é possível combater os efeitos indesejáveis dos calores através da fitoterapia, da acupuntura, da acupressão e da homeopatia.
Estas formas alternativas demonstraram já bastante êxito na luta contra os afrontamentos, e pecam apenas pelos preços, quase sempre mais elevados do que a maioria das mulheres consegue pagar.

Prática de exercício físico

Praticar exercício físico de forma regular e contínua para além de contribuir para a saúde e combater a obesidade, pode também ajudar a diminuir a intensidade dos calores da menopausa em cerca de 55%.
Apenas 20 minutos três vezes por semana, de aeróbica, marcha, corrida, bicicleta ou natação são estratégias que produzem efeitos muito benéficos, e estão ao alcance de qualquer mulher.
Para as mulheres amantes de caminhadas, andar durante cerca de 45 minutos diários ajuda a fixar o cálcio e pode ser feito em qualquer local, e a qualquer altura do dia.
Há contudo que evitar a prática de modalidades muito violentas, pois os movimentos intensos ou muito forçados podem provocar afrontamentos.

Deixar de fumar

O vício do fumo acelera a entrada na menopausa e antecipa os afrontamentos.
Pesquisas científicas apontam para que o risco de ter menopausa antes da idade apropriada está em proporção aos anos de vício, e ao número de cigarros fumados pela mulher.
Uma boa forma de combater os efeitos dos calores da menopausa é retardando a sua chegada, e para isso deixar de fumar é algo que todas as mulheres deveriam equacionar fazer.

Também é conveniente diminuir o nível de stress a que as mulheres estão sujeitas. Dormir e descansar o suficiente, procurar respirar de forma pausada e tranquila, desfrutar de tempo para si mesmas e para refletir nas coisas de que gostam e precisam, manter uma vida sexual saudável e ativa são também outros cuidados acrescidos a não esquecer.
Também é muito importante não se desesperar com os afrontamentos, eles são passageiros, e não duram mais do que alguns minutos. Aprender a conviver com esta nova faceta da vida é fundamental para que a mulher continue a gostar de si mesma, e a sentir-se fascinante e feminina.

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