5 problemas mais comuns na menopausa e como resolvê-los

Difícil, desconfortável, dolorosa e incerta… assim se pode descrever a menopausa e os seus efeitos múltiplos e desgastantes. Embora existam dezenas de sintomas e perturbações físicas, psicológicas e emocionais diretamente relacionadas com a menopausa, existem 5 problemas que se destacam dos demais – saiba como enfrentá-los com sucesso.

Afrontamentos & suores noturnos

Quando se junta afrontamentos, suores noturnos e mulheres na mesma frase, a conclusão só pode ser uma: menopausa. Dois dos sintomas mais comuns – e mais incomodativos – da menopausa, os afrontamentos e os suores noturnos, embora relacionados, nem sempre se manifestam na mesma mulher. Porém, em dupla ou a solo são extremamente desconfortáveis, uma vez que são uma reação exagerada no exterior do corpo às alterações hormonais significativas que estão a decorrer no seu interior.

Como resolver? Para além de praticar hábitos simples como beber água fresca, vestir-se adequadamente e assegurar que consome cálcio, magnésio e vitamina D suficientes, é importante manter-se atenta àquilo que pode despoletar afrontamentos e suores noturnos, nomeadamente alguns excessos: açúcar, alimentos picantes, alimentos ácidos, café, álcool, tabaco, exercício físico intensivo, sexo, excesso de peso, estados de ansiedade/stress, ambientes muito quentes (saunas, jacuzzis, piscinas interiores…).

Insónias & noites mal dormidas

Outro problema comum na menopausa são as dificuldades em adormecer, as insónias e, consequentemente, as noites mal dormidas. A culpa está nos suores noturnos, na ansiedade, no stress e ainda no desconforto físico provocado pela sensibilidade nos seios, dores de cabeça, inchaço e flatulência das mulheres menopáusicas. O resultado? Uma fadiga constante que pode afetar, de forma incapacitante, o dia-a-dia da mulher. Infelizmente, em muitas mulheres o cansaço acumulado dificulta ainda mais o ato de adormecer e dormir profundamente. Um ciclo vicioso que é importante quebrar…

Como resolver? Certifique-se que o ambiente em que dorme é tranquilo, fresco e livre de distrações; mantenha roupa de cama suficiente para que possa facilmente retirar e cobrir-se conforme a necessidade; mantenha o mesmo horário de levantar e deitar (mesmo ao fim-de-semana); pratique exercício físico; desfrute de um ritual relaxante antes de dormir; se necessário recorra a um calmante natural e só depois de esgotadas todas estas opções, considere a toma de um ansiolítico (falando previamente com o seu médico, claro está).

Alterações de humor súbitas e descontroladas

Um dos efeitos psicológicos e emocionais mais difíceis da menopausa são as alterações de humor repentinas e desequilibradas. Imprevisíveis e intolerantes, tanto para a mulher menopáusica, como para as pessoas que a rodeiam, as alterações de humor manifestam-se de várias formas e, por isso mesmo, devem ser tratadas conforme as emoções que estão na sua base: ansiedade, depressão, stress, tristeza, irritabilidade.

Como resolver? Analise bem o seu caso e pense naquilo que pode fazer para contornar a situação de forma natural: um estilo de vida mais saudável, sair mais de casa, dedicar-se a um hobby, passar mais tempo com a família e os amigos, praticar exercício físico – por vezes, retomar o controlo das nossas emoções está precisamente nas nossas mãos. Pode ainda recorrer à medicina e/ou a práticas alternativas. Em último caso, converse com o seu médico e recorra à medicina convencional para tentar controlar as alterações de humor associadas à menopausa.

Falta de desejo sexual

Um dos maiores mitos associados à menopausa é de que aquando da sua chegada, a mulher deixa de ter vida sexual. Verdade e mentira. É verdade que as alterações hormonais e até físicas que uma mulher menopáusica sente levam a uma acentuada diminuição da libido sexual, porém, é mentira que assim terá de ser eternamente. Felizmente, a falta de desejo sexual é um sintoma da menopausa passageiro.

Como resolver? É importante aceitar que, para manter uma vida sexual ativa nesta fase da sua vida, será necessário fazer algumas alterações como: passar a usar um bom lubrificante, investir mais nos preliminares, experimentar posições diferentes, estar atenta aos efeitos secundários de determinados medicamentos (nomeadamente antidepressivos) – para evitar frustrações, tudo isto também exige uma comunicação aberta com o seu parceiro.

Perimenopausa vs. Menopausa

Muitas vezes, as mulheres não associam os diferentes sintomas que possam estar a experienciar à menopausa ou simplesmente não sabem se já entraram verdadeiramente na menopausa ou se ainda se encontram na fase da perimenopausa – duas fases distintas com as quais é necessário saber lidar adequadamente. A menopausa é oficialmente diagnosticada quando uma mulher já não tem a menstruação há um ano ou mais; a perimenopausa é a fase que antecede esta e em que os principais sintomas da menopausa se manifestam.

Como resolver? Não assuma automaticamente que estará na menopausa única e exclusivamente baseada na sua idade – cada caso é um caso e até uma mulher na casa dos 20 ou 30 anos de idade pode ser menopáusica, porém, é entre os 40 e os 50 anos que a maioria das mulheres começa a entrar na fase da perimenopausa. O que deve fazer é vigiar os seus sintomas de perto: se começar a verificar alterações na menstruação, nos estados de humor e passar a sentir afrontamentos e/ou suores noturnos, então poderá estar na fase da perimenopausa, onde se efetuam alterações físicas/psicológicas/emocionais significativas, ao contrário da fase da menopausa, onde essas alterações cessam e há uma melhoria geral no bem-estar da mulher. Recomenda-se que as mulheres na fase da perimenopausa procurem o seu médico, de forma a discutir todas as opções possíveis para minimizar o sofrimento e mal-estar.

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